Dançam, sobre a mesa posta,
os meus fantasmas.
Dançam, inadvertidos,
servem-se como lhes convém.
Ninguém os convidou
(tampouco achou-se prudente
que esses lençóis de melancolia
habitassem hora tão pura),
mas ficam. Contam segredos
ao pé do ouvido, disfarçam-se
de margaridas. Um vento
sopra o frio lá fora.
Entre ficar e levantar-me,
fico. São histórias assombradas
que à meia-noite hão de passar,
como tudo
passa.
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